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Mistura em tanque: Boas práticas para os melhores resultados

A mistura em tanque é uma das técnicas de preparação de calda de produtos fitossanitários para controle de pragas na lavoura. Entre os agricultores brasileiros ela é a mais comum, mas nem sempre é feita da maneira correta. Entretanto, com algumas boas práticas é possível garantir segurança na aplicação, além de atingir os resultados esperados.

lava frascos

Como fazer a mistura em tanque?

Essa técnica consiste na associação de dois ou mais produtos com fins diferentes para a plantação. A intenção pode ser eliminar mais de uma praga ou doença de uma vez só, por exemplo.

Assim, combina-se produtos como inseticidas, fungicidas, herbicidas, fertilizantes e afins diretamente no tanque do equipamento aplicador logo antes da aplicação. Uma pesquisa feita em diferentes regiões do Brasil mostrou que 97% dos entrevistados usavam essa prática. Além disso, 95% destes utilizavam de dois a cinco produtos na mistura em tanque.

Entre as formas aplicar a técnica, estão:

 

Incorporador

O agricultor deposita um a um os produtos no incorporador, que os direciona até o tanque de pulverização aos poucos.  O tanque já deve possuir água no volume correto para a diluição. Via de regra, quanto mais água, menos chances de incompatibilidade entre os produtos. Por proporcionar uma calda menos concentrada, seguida da imediata aplicação no campo, esse é o tipo de mistura em tanque que menos causa problemas.

 

Pré-Mistura

Quem se vale desse método, une todos os componentes antes de diluir num tanque separado. Somente depois essa mistura é colocada no tanque do aplicador e se completa com a água no volume indicado para a diluição. No entanto, alguns produtos fitossanitários precisam de mais água na diluição que os outros, o que pode dificultar essa prática.

 

Mistura em tanque com Calda Pronta

Nesse caso, os produtos que vão na calda estão na concentração final prevista, só é transferida ao pulverizador. No entanto, muitas vezes essa calda fica armazenada (com ou sem agitação) por várias horas, aumentando a chance de incompatibilidade física ou alteração química entre os componentes.

 

Boas práticas para a mistura em tanque

No processo da mistura em tanque, muitos agricultores combinam os produtos sem informações sobre possíveis incompatibilidades na associação. Algumas informações podem ser encontradas em rótulos e bulas, mas somente um Engenheiro Agrônomo pode orientar corretamente sobre a segurança e eficiência da mistura.

Afinal, um dos maiores problemas em fazê-la de maneira incorreta é tornar as pragas, doenças e plantas daninhas mais resistentes ao controle químico. Por isso, é importante adotar algumas boas práticas no momento de fazer a combinação:

  • Prefira utilizar produtos solúveis em água. Lembre que volumes maiores de água reduzem a chance de problemas de compatibilidade. Por isso, é recomendado evitar caldas muito concentradas.
  • Quando os componentes da mistura em tanque são incompatíveis, eles podem não se misturar ou ficarem precipitados. Além disso, é preciso dar atenção à intensidade de agitação, pH, temperatura da água e concentração da calda.
  • Ademais, colocar os produtos na ordem certa conta muito para o sucesso da pulverização. Comece por aqueles que são mais difíceis de diluir, geralmente os produtos em pó ou em grânulos. Depois, parta para os mais líquidos e mais fáceis de serem diluídos. Além disso, é preciso agitar corretamente a mistura.
  • Não se deve deixar a calda parada por longos períodos, como de um dia para o outro. Isso pode causar problemas de compatibilidade e alteração química dos componentes, resultando em fenômenos como a cristalização.
  • Por fim, é importante sempre manter o tanque limpo para a próxima mistura, pois o resíduo de um produto usado anteriormente pode causar danos a culturas sensíveis a ele. O indicado é fazer a tríplice lavagem e também utilizar produtos específicos para a lavagem do sistema de pulverização.
  • Quando os componentes da mistura em tanque são incompatíveis, eles podem não se misturar ou ficarem precipitados. Além disso, é preciso dar atenção à intensidade de agitação, pH, temperatura da água e concentração da calda.
  • Ademais, colocar os produtos na ordem certa conta muito para o sucesso da pulverização. Comece por aqueles que são mais difíceis de diluir, geralmente os produtos em pó ou em grânulos. Depois, parta para os mais líquidos e mais fáceis de serem diluídos. Além disso, é preciso agitar corretamente a mistura.
    • 1 - Água;
    • 2 – Adjuvante corretor de pH ou dureza*
    • 3 – WG (grânulos dispersíveis)
    • 4 – WP (pó-molhável)
    • 5 – SC (suspensão concentrada em água)
    • 6 – OD (suspensão concentrada em óleo)
    • 7- CS (Suspensão de microencapsulado)
    • 8 – Adjuvantes surfactantes
    • 9 – Óleos (mineral, vegetal ou metilado)
    • 10 – SE (Suspo-emulsão)
    • 11 – EC (Concentrado emulsionável)
    • 12 – EW ou EO (Emulsões)
    • 13 – ME (Microemulsão)
    • 14 – SG (Grânulos solúveis)
    • 15 – SP (Pó- solúvel)
    • 16 – SL (Solução solúvel)
    • 17 – Fertilizantes foliares e biosoluções
  • Não se deve deixar a calda parada por longos períodos, como de um dia para o outro. Isso pode causar problemas de compatibilidade e alteração química dos componentes, resultando em fenômenos como a cristalização.
  • Por fim, é importante sempre manter o tanque limpo para a próxima mistura, pois o resíduo de um produto usado anteriormente pode causar danos a culturas sensíveis a ele. O indicado é fazer a tríplice lavagem e também utilizar produtos específicos para a lavagem do sistema de pulverização.

Teste da Garrafa

Uma das etapas essenciais para a eficiência da mistura em tanque é buscar informações sobre como os componentes selecionados se comportam juntos. Afinal, há casos em que a combinação é estratégica para um produto potencializar as características de outro, além de manter a sua própria. Entretanto, há misturas em que um produto anula ou reduz o efeito de outro.

Para garantir a segurança e bons resultados, o teste da garrafa é de grande utilidade. A prática consiste em misturar todos os componentes da mistura numa concentração proporcional dentro de uma garrafa PET. Esse recipiente é indicado por ser transparente, facilitando a visualização da mistura.

Por meio desse teste é possível simular sequências de adição dos produtos, intensidade da agitação, variações no volume de calda de outras variáveis. Também, observar e antecipar reações ou incompatibilidades. Apesar de não reproduzir 100% o ambiente do tanque, é extremamente útil para planejar a pulverização.

 

Cuidados com a segurança

Ainda, por se tratar de produtos químicos muitas vezes tóxicos, é preciso ter uma série de cuidados.

  • Utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante o preparo da mistura em tanque;
  • Opte por um lugar aberto, com sombra e boa ventilação;
  • Não entre em contato direto com os produtos;
  • Verifique e corrija o pH da água, quando necessário;
  • Meça corretamente as quantidades necessárias de produtos para a mistura, com baldes, balanças e copos graduados.

A maior vantagem da mistura em tanque é controlar mais de uma praga com apenas uma aplicação. Assim, é possível reduzir os custos de produção, economizando tempo e dinheiro. No entanto, esses resultados dependem em grande medida de uma boa execução. Do contrário, pode ocorrer redução da eficiência de algum dos componentes, incompatibilidades químicas e físicas na mistura e efeitos adversos sobre as culturas que sofrem a aplicação.

Se você quer resultados ainda melhores na pulverização, conheça a gama de pulverizadores da Kuhn e siga a marca nas redes sociais para conhecer mais soluções que vão trazer eficiência à sua lavoura.

 

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